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Astronomy

As 88 constelações: guia completo com mapas

Théo·Fundador e engenheiro de software···20 min de leitura
O céu noturno com as linhas das constelações

O que é uma constelação?

Quando falamos de constelações, pensamos naturalmente nas figuras traçadas entre as estrelas: o caçador Órion, a grande concha do Carro, o W de Cassiopeia. Mas para os astrônomos, uma constelação não designa um desenho — é uma região do céu, um território celeste com fronteiras precisas.

Foi a União Astronômica Internacional (UAI) que colocou ordem no céu. Segundo a história oficial das constelações publicada pela UAI, a organização fixou a lista de 88 constelações em 1922, aprovou as fronteiras preparadas por Eugène Delporte em 1928 e as publicou em 1930. Essas regiões cobrem toda a esfera celeste; cada estrela, galáxia ou nebulosa pertence a uma delas.

Esse sistema moderno se baseia em uma herança antiga. Quarenta e oito constelações remontam a Ptolemeu, que as catalogou no seu Almagesto no século II. As quarenta restantes foram acrescentadas por astrônomos modernos entre os séculos XVI e XVIII, principalmente para preencher as zonas do céu austral que os gregos não podiam observar a partir do Mediterrâneo.

Alguns marcos para compreender a escala:

  • 88 constelações cobrem a totalidade da esfera celeste
  • A maior: Hidra (Hydra), a serpente marinha — 1 303 graus quadrados. É tão vasta que leva mais de 6 horas para atravessar o céu de leste a oeste
  • A menor: o Cruzeiro do Sul (Crux) — apenas 68 graus quadrados, mas é uma das mais reconhecíveis do hemisfério sul e figura na bandeira do Brasil
  • A estrela mais brilhante do céu não se encontra em uma constelação espetacular: Sírio brilha no Cão Maior (Canis Major)

É preciso também distinguir as constelações dos asterismos. O Grande Carro, por exemplo, não é uma constelação: é um asterismo — uma figura reconhecível formada por parte das estrelas da Ursa Maior. Da mesma forma, o Triângulo de Verão liga estrelas de três constelações diferentes (Lira, Cisne, Águia). E no Brasil, As Três Marias são o asterismo mais popular — na verdade, são o Cinturão de Órion.

As constelações por estação

O céu noturno muda ao longo dos meses. À medida que a Terra prossegue a sua órbita ao redor do Sol, diferentes regiões do céu se revelam após o pôr do sol. Como o Brasil está no hemisfério sul, as estações são invertidas em relação ao hemisfério norte. Abaixo, apresentamos as constelações por estação conforme vistas do hemisfério sul (latitude ~23°S, típica de São Paulo ou Rio de Janeiro).

Constelações do outono brasileiro (março-maio)

O céu de outono no Brasil mostra as constelações que na Europa são associadas à primavera. Um trio de estrelas brilhantes domina: Arcturo (Boieiro), Espiga (Virgem) e Denébola (Leão).

  • Leão (Leo) — A Foice, um ponto de interrogação invertido, desenha a juba do leão. Régulo, a sua estrela mais brilhante, significa "pequeno rei". Constelação do zodíaco, o Leão culmina alto no céu em abril.
  • Virgem (Virgo) — A segunda maior constelação do céu, a Virgem abriga Espiga, uma estrela azul-branca, e o aglomerado de galáxias da Virgem. Constelação do zodíaco, visível de abril a junho.
  • Boieiro (Boötes) — Reconhecível pela sua forma de pipa, o Boieiro brilha graças a Arcturo, a quarta estrela mais brilhante do céu. Para encontrá-la: prolongue o arco do cabo da Ursa Maior.
  • Corvo (Corvus) — Quatro estrelas formando um pequeno quadrilátero ao sul da Virgem. Discreto mas elegante, o Corvo é fácil de identificar uma vez que se conhece a sua forma.
  • Cruzeiro do Sul (Crux) — A constelação mais emblemática do céu brasileiro. Suas quatro estrelas em formato de cruz apontam para o polo Sul celeste. Presente na bandeira do Brasil, é visível durante a maior parte do ano.

Constelações do inverno brasileiro (junho-agosto)

O inverno brasileiro traz o coração da Via Láctea, que atravessa o céu de Sagitário ao Cisne. É a época do ano em que o centro galáctico fica mais visível.

  • Escorpião (Scorpius) — Uma das raras constelações que se parece com o que representa. A sua longa curva em J termina com um ferrão em gancho, e no seu centro arde Antares, uma supergigante vermelha rival de Marte. Passa alto pelo céu brasileiro, sendo uma das constelações mais impressionantes vistas daqui. Constelação do zodíaco.
  • Sagitário (Sagittarius) — Procure a Cafeteira: esse asterismo aponta para o centro da Via Láctea. A região mais rica em estrelas, nebulosas e aglomerados de todo o céu. Do Brasil, Sagitário passa praticamente pelo zênite. Constelação do zodíaco.
  • Lira (Lyra) — Pequena mas dominada por Vega, a quinta estrela mais brilhante do céu. A lira de Orfeu, cuja música encantava até os deuses.
  • Cisne (Cygnus) — As suas asas abertas atravessam a Via Láctea. O asterismo da Cruz do Norte é um dos mais elegantes do céu. Deneb, na cauda do cisne, é uma supergigante 200 000 vezes mais luminosa do que o Sol.
  • Centauro (Centaurus) — Abriga Alfa do Centauro, o sistema estelar mais próximo do Sol (4,37 anos-luz). Constelação circumpolar do hemisfério sul, é uma das joias do céu brasileiro.

Constelações da primavera brasileira (setembro-novembro)

A primavera no Brasil é o palco de um drama mitológico completo: Cassiopeia, Cefeu, Andrômeda, Perseu e Baleia estão todos ligados pela mesma história.

  • Pégaso (Pegasus) — O Grande Quadrado de Pégaso é o ponto de partida para navegar no céu dessa estação. Quatro estrelas formando um quadrilátero bem visível.
  • Andrômeda (Andromeda) — Parta do canto nordeste do Grande Quadrado e siga as estrelas. A meio caminho, uma mancha difusa: é a galáxia de Andrômeda (M31), o objeto mais distante visível a olho nu — 2,5 milhões de anos-luz.
  • Fênix (Phoenix) — Constelação do hemisfério sul, visível no céu brasileiro durante a primavera, ao sul de Peixes.
  • Grou (Grus) — Outra constelação austral, facilmente visível do Brasil, com a brilhante estrela Alnair.
  • Peixes (Pisces) — Estrelas discretas formando um V cuja ponta marca o "nó" que liga os dois peixes mitológicos. Constelação do zodíaco, visível na primavera entre Pégaso e o Carneiro.

Constelações do verão brasileiro (dezembro-fevereiro)

O verão brasileiro traz o céu mais espetacular do ano. O hexágono de inverno (nome do hemisfério norte) liga seis estrelas de primeira magnitude: Sírio (Cão Maior), Rigel (Órion), Aldebarã (Touro), Capella (Cocheiro), Pólux (Gêmeos) e Procion (Cão Menor).

  • Órion (Orion) — O rei do céu de verão brasileiro. As três estrelas do cinturão — as famosas Três Marias — Betelgeuse e Rigel: Órion é a constelação mais reconhecível do mundo. Aparece invertido no hemisfério sul. Para saber mais, confira as nossas histórias das constelações.
  • Touro (Taurus) — Aldebarã, o olho alaranjado do touro, e dois aglomerados lendários: as Plêiades (as Sete Irmãs) e as Híades. Constelação do zodíaco.
  • Gêmeos (Gemini) — Castor e Pólux, as cabeças dos gêmeos, brilham lado a lado a nordeste de Órion. Constelação do zodíaco.
  • Cão Maior (Canis Major) — Sírio, a estrela mais brilhante do céu noturno, brilha ali como um diamante. Do Brasil, Sírio passa bem alto no céu, oferecendo condições de observação privilegiadas.
  • Quilha (Carina) — Canopo, a segunda estrela mais brilhante do céu, é facilmente visível do Brasil durante o verão. Antiga parte do navio Argo.

As constelações por hemisfério

Constelações circumpolares do hemisfério sul

As constelações circumpolares nunca se põem abaixo do horizonte. A partir de latitudes brasileiras (latitude ~23°S), diversas constelações austrais são visíveis o ano inteiro:

  • Cruzeiro do Sul (Crux) — A menor das 88 constelações, mas uma das mais célebres. Quatro estrelas formando uma cruz, marco tradicional para encontrar o polo Sul celeste. Figura na bandeira do Brasil, da Austrália, da Nova Zelândia e da Papua-Nova Guiné.
  • Centauro (Centaurus) — Abriga Alfa do Centauro, o sistema estelar mais próximo do Sol (4,37 anos-luz). A terceira estrela mais brilhante do céu.
  • Quilha (Carina) — Canopo, a sua vedete, é a segunda estrela mais brilhante do céu. Antiga parte do navio Argo.
  • Vela (Vela) — As velas do navio Argo, ao lado da Quilha e da Popa.
  • Mosca (Musca) — Pequena constelação logo abaixo do Cruzeiro do Sul, fácil de identificar pela proximidade.

Constelações circumpolares do hemisfério norte

A partir do hemisfério norte (latitude ~48°N), cinco constelações maiores são visíveis o ano inteiro. Do Brasil, muitas dessas constelações ficam baixas no horizonte ou são invisíveis:

  • Ursa Maior (Ursa Major) — O Grande Carro é o asterismo mais conhecido do hemisfério norte. Visível parcialmente do Brasil apenas nas latitudes mais ao norte.
  • Ursa Menor (Ursa Minor) — Polaris, a estrela polar, marca a extremidade da sua cauda. Invisível a partir da maior parte do território brasileiro.
  • Cassiopeia (Cassiopeia) — O W luminoso. Visível do norte do Brasil, especialmente de cidades como Belém e Manaus.
  • Cefeu (Cepheus) — A forma de uma casa, entre Cassiopeia e o Dragão. Discreto e difícil de ver do Brasil.
  • Dragão (Draco) — Uma longa serpente que se enrola entre as duas Ursas. Parcialmente visível do Brasil.

Constelações equatoriais

Algumas constelações cavalgam o equador celeste e são visíveis a partir de ambos os hemisférios:

  • Órion — O caçador é universal: visível de quase todos os pontos da Terra, referência comum das civilizações do norte e do sul. As Três Marias são o ponto de referência mais popular do céu brasileiro.
  • Águia (Aquila) — No coração da Via Láctea, visível tanto de Paris como de São Paulo.
  • Serpente (Serpens) — A única constelação em duas partes (Cabeça e Cauda), separadas por Ofiúco.

Tipos de constelações

Antes de passar à lista completa, vale conhecer as categorias em que as 88 constelações costumam ser classificadas:

  • Constelações austrais — as do hemisfério sul celeste (Cruzeiro do Sul, Centauro, Quilha…). São as protagonistas do céu brasileiro.
  • Constelações boreais — as do hemisfério norte celeste (Ursa Maior, Cassiopeia, Cisne…). Do Brasil, várias aparecem baixas no horizonte norte ou nem chegam a nascer.
  • Constelações equatoriais — a cavalo sobre o equador celeste (Órion, Águia, Virgem), visíveis dos dois hemisférios.
  • Constelações zodiacais — as 12 (13 com Ofiúco) que o Sol atravessa ao longo do ano. Dedicamos a elas um guia completo do zodíaco.
  • Constelações circumpolares — as que nunca se põem abaixo do horizonte a partir de uma dada latitude; dependem do local de observação.

Uma mesma constelação pode pertencer a várias categorias: o Escorpião é ao mesmo tempo austral e zodiacal.

Veja antes de personalizar

Escolha como mostrar as constelações

Três estilos, com as linhas e os nomes das constelações já ativados.

Lista completa: os nomes das 88 constelações

Eis a lista exaustiva das 88 constelações reconhecidas pela UAI com os seus nomes em latim e em português, ordenadas alfabeticamente pelo nome latino. Esta tabela constitui a referência mais completa em língua portuguesa.

Nome latino Nome em português Abr. Hem. Melhor mês Estrela mais brilhante Superfície (graus2)
Andromeda Andrômeda And N Novembro Alpheratz (a) 722
Antlia Máquina Pneumática Ant S Abril a Antliae 239
Apus Ave-do-paraíso Aps S Julho a Apodis 206
Aquarius Aquário Aqr Eq Outubro Sadalsuud (b) 980
Aquila Águia Aql Eq Agosto Altair (a) 652
Ara Altar Ara S Julho b Arae 237
Aries Carneiro Ari N Dezembro Hamal (a) 441
Auriga Cocheiro Aur N Fevereiro Capella (a) 657
Boötes Boieiro Boo N Junho Arcturo (a) 907
Caelum Buril Cae S Janeiro a Caeli 125
Camelopardalis Girafa Cam N Fevereiro b Camelopardalis 757
Cancer Caranguejo Cnc N Março Al Tarf (b) 506
Canes Venatici Cães de Caça CVn N Maio Cor Caroli (a) 465
Canis Major Cão Maior CMa S Fevereiro Sírio (a) 380
Canis Minor Cão Menor CMi N Março Procion (a) 183
Capricornus Capricórnio Cap S Setembro Deneb Algedi (d) 414
Carina Quilha Car S Março Canopo (a) 494
Cassiopeia Cassiopeia Cas N Novembro Schedar (a) 598
Centaurus Centauro Cen S Maio Alfa do Centauro (a) 1 060
Cepheus Cefeu Cep N Outubro Alderamin (a) 588
Cetus Baleia Cet Eq Novembro Diphda (b) 1 231
Chamaeleon Camaleão Cha S Abril a Chamaeleontis 132
Circinus Compasso Cir S Junho a Circini 93
Columba Pomba Col S Fevereiro Phact (a) 270
Coma Berenices Cabeleira de Berenice Com N Maio b Comae Berenices 386
Corona Australis Coroa Austral CrA S Agosto a Coronae Australis 128
Corona Borealis Coroa Boreal CrB N Junho Alphecca (a) 179
Corvus Corvo Crv S Maio Gienah (g) 184
Crater Taça Crt S Abril Labrum (d) 282
Crux Cruzeiro do Sul Cru S Maio Acrux (a) 68
Cygnus Cisne Cyg N Setembro Deneb (a) 804
Delphinus Golfinho Del N Setembro Rotanev (b) 189
Dorado Dourado Dor S Janeiro a Doradus 179
Draco Dragão Dra N Julho Etamin (g) 1 083
Equuleus Cavalinho Equ N Setembro Kitalpha (a) 72
Eridanus Erídano Eri S Janeiro Achernar (a) 1 138
Fornax Forno For S Dezembro a Fornacis 398
Gemini Gêmeos Gem N Fevereiro Pólux (b) 514
Grus Grou Gru S Outubro Alnair (a) 366
Hercules Hércules Her N Julho Kornephoros (b) 1 225
Horologium Relógio Hor S Dezembro a Horologii 249
Hydra Hidra Hya Eq Abril Alphard (a) 1 303
Hydrus Hidra Macho Hyi S Dezembro b Hydri 243
Indus Índio Ind S Setembro a Indi 294
Lacerta Lagarto Lac N Outubro a Lacertae 201
Leo Leão Leo N Abril Régulo (a) 947
Leo Minor Leão Menor LMi N Abril Praecipua (46 LMi) 232
Lepus Lebre Lep S Janeiro Arneb (a) 290
Libra Balança Lib S Junho Zubeneschamali (b) 538
Lupus Lobo Lup S Junho a Lupi 334
Lynx Lince Lyn N Março a Lyncis 545
Lyra Lira Lyr N Agosto Vega (a) 286
Mensa Mesa Men S Janeiro a Mensae 153
Microscopium Microscópio Mic S Setembro g Microscopii 210
Monoceros Unicórnio Mon Eq Fevereiro b Monocerotis 482
Musca Mosca Mus S Maio a Muscae 138
Norma Régua Nor S Julho g2 Normae 165
Octans Octante Oct S Outubro n Octantis 291
Ophiuchus Ofiúco Oph Eq Julho Rasalhague (a) 948
Orion Órion Ori Eq Janeiro Rigel (b) 594
Pavo Pavão Pav S Agosto Peacock (a) 378
Pegasus Pégaso Peg N Outubro Enif (e) 1 121
Perseus Perseu Per N Dezembro Mirfak (a) 615
Phoenix Fênix Phe S Novembro Ankaa (a) 469
Pictor Cavalete do Pintor Pic S Janeiro a Pictoris 247
Pisces Peixes Psc N Novembro Alpherg (h) 889
Piscis Austrinus Peixe Austral PsA S Outubro Fomalhaut (a) 245
Puppis Popa Pup S Fevereiro Naos (z) 673
Pyxis Bússola Pyx S Março a Pyxidis 221
Reticulum Retículo Ret S Janeiro a Reticuli 114
Sagitta Flecha Sge N Agosto g Sagittae 80
Sagittarius Sagitário Sgr S Agosto Kaus Australis (e) 867
Scorpius Escorpião Sco S Julho Antares (a) 497
Sculptor Escultor Scl S Novembro a Sculptoris 475
Scutum Escudo de Sobieski Sct S Agosto a Scuti 109
Serpens Serpente Ser Eq Junho Unukalhai (a) 637
Sextans Sextante Sex Eq Abril a Sextantis 314
Taurus Touro Tau N Janeiro Aldebarã (a) 797
Telescopium Telescópio Tel S Agosto a Telescopii 252
Triangulum Triângulo Tri N Dezembro b Trianguli 132
Triangulum Australe Triângulo Austral TrA S Julho Atria (a) 110
Tucana Tucano Tuc S Novembro a Tucanae 295
Ursa Major Ursa Maior UMa N Abril Alioth (e) 1 280
Ursa Minor Ursa Menor UMi N Junho Polaris (a) 256
Vela Vela Vel S Março g2 Velorum 500
Virgo Virgem Vir Eq Maio Espiga (a) 1 294
Volans Peixe Voador Vol S Março b Volantis 141
Vulpecula Raposinha Vul N Setembro Anser (a) 268

As 10 constelações mais fáceis de encontrar no Brasil

Está começando na observação do céu? Veja as dez constelações que você identificará logo na sua primeira noite, sem qualquer equipamento. A lista é adaptada para o céu brasileiro.

  1. Órion — As três estrelas alinhadas do cinturão — As Três Marias — são o marco mais universal do céu noturno. Visível de junho a fevereiro no Brasil. Aparece invertido: Rigel em cima, Betelgeuse embaixo.

  2. Cruzeiro do Sul (Crux) — A constelação mais famosa do hemisfério sul e símbolo do Brasil. Quatro estrelas em forma de cruz, visíveis a maior parte do ano. Use o Cruzeiro para encontrar o polo Sul celeste.

  3. Escorpião (Scorpius) — A curva em J com Antares, vermelha como sangue, ao centro. Passa alto pelo céu brasileiro no inverno. Uma das raras figuras que realmente se parece com o seu nome. Constelação do zodíaco.

  4. Centauro (Centaurus) — Duas estrelas brilhantíssimas (Alfa e Beta do Centauro) apontam diretamente para o Cruzeiro do Sul. Visível a maior parte do ano no Brasil.

  5. Cão Maior (Canis Major) — Siga o cinturão de Órion para baixo (ou para cima, visto do hemisfério sul): Sírio, a estrela mais brilhante do céu noturno, salta aos olhos. Nenhuma confusão possível.

  6. Cisne (Cygnus) — A Cruz do Norte, desdobrada na Via Láctea. Deneb, na sua cauda, é um dos vértices do Triângulo de Verão do hemisfério norte.

  7. Leão (Leo) — A Foice (ponto de interrogação invertido) é um asterismo distintivo. Procure-o no outono brasileiro, alto no céu. Constelação do zodíaco.

  8. Touro (Taurus) — Aldebarã, o olho alaranjado, e o aglomerado das Plêiades ao lado. Prolongue o cinturão de Órion para encontrá-lo. Constelação do zodíaco.

  9. Gêmeos (Gemini) — Castor e Pólux, duas estrelas brilhantes lado a lado a nordeste de Órion. Fáceis de identificar no verão brasileiro. Constelação do zodíaco.

  10. Sagitário (Sagittarius) — A Cafeteira aponta para o centro da Via Láctea. No inverno brasileiro, Sagitário passa praticamente pelo zênite, oferecendo a melhor vista possível do centro galáctico. Constelação do zodíaco.

Como as constelações aparecem no seu mapa estelar

Quando você cria um mapa estelar personalizado OwnStarMap, escolhe data, horário e local para compor uma ilustração comemorativa. As linhas entre estrelas são convenções visuais para reconhecer figuras; não são limites oficiais das constelações nem substituem uma carta de observação.

O resultado depende inteiramente do seu momento:

  • Um casamento no verão em São Paulo — Órion invertido reina alto no céu, ladeado por Sírio e As Três Marias. O Cruzeiro do Sul brilha ao sul e a Via Láctea se estende por todo o horizonte.
  • Um nascimento no inverno em Belo Horizonte — O Escorpião traça a sua curva imponente pelo zênite, Sagitário aponta para o centro galáctico e o Cruzeiro do Sul vigia ao sul.
  • Um encontro na primavera no Rio — O Grande Quadrado de Pégaso se ergue a norte, a Fênix brilha ao sul, e Fomalhaut cintila solitária no Peixe Austral.

Você pode ativar ou desativar as linhas e os nomes das constelações na ferramenta de criação. Cada mapa conta uma história diferente — a sua, escrita nas estrelas.

Crie o seu mapa estelar e descubra que constelações brilhavam no seu céu.

Por que as constelações não se parecem com o seu nome?

A maioria das constelações não se parece com o que representa — e é normal. As figuras foram imaginadas por civilizações que viam nas estrelas suportes para os seus mitos, não desenhos realistas. O Leão não se parece com um leão, Hércules não se parece com um herói. São regiões do céu às quais se associou um nome e uma história — contamos as mais belas nas nossas histórias e mitologia das constelações. Os asterismos (o Grande Carro, o Triângulo de Verão, As Três Marias) são frequentemente mais evocativos visualmente do que as constelações completas.

Descubra o seu céu personalizado — as 88 constelações da UAI, calculadas para a sua data e o seu local.

FAQ

Quantas constelações existem no céu?

Existem 88 constelações oficiais reconhecidas pela União Astronômica Internacional (UAI). Seus limites foram traçados em 1930 e cobrem todo o céu sem deixar espaços, de modo que cada estrela pertence a exatamente uma delas.

É possível ver as 88 constelações do lugar onde eu moro?

Não. A latitude do observador determina quais constelações são visíveis. A partir de São Paulo (23°S) dá para observar cerca de 70 constelações ao longo do ano — mais do que da Europa, graças à proximidade do equador —, mas as circumpolares do norte (Ursa Menor, partes do Dragão) permanecem abaixo do horizonte. Para ver as 88, seria preciso viajar da Escandinávia à Austrália.

Qual é a maior e qual é a menor constelação?

A maior é a Hidra (Hydra), com 1.303 graus quadrados: ocupa 3,16% da esfera celeste. A menor é o Cruzeiro do Sul (Crux), com apenas 68 graus quadrados, 19 vezes menos que a Hidra. Apesar do tamanho modesto, o Cruzeiro do Sul figura nas bandeiras do Brasil, da Austrália, da Nova Zelândia e da Papua-Nova Guiné.

Qual é a diferença entre um asterismo e uma constelação?

Uma constelação é uma das 88 regiões oficiais do céu, com limites definidos pela UAI. Um asterismo é apenas um desenho reconhecível de estrelas, como o Carro ou a Panela da Ursa Maior, que não faz parte dessa lista oficial e muitas vezes corresponde a só um pedaço de uma constelação.

Existem mais de 88 constelações?

Oficialmente não: a UAI fixou a lista em 88 em 1922 e ela não mudou desde então. Mas dezenas de culturas têm as suas próprias figuras celestes: as constelações indígenas brasileiras, como a da Ema e a do Homem Velho dos Guarani, a Emu no Céu dos aborígenes australianos, os palácios celestes da tradição chinesa ou as figuras árabes que nos legaram nomes de estrelas como Betelgeuse, Aldebarã e Altair.

As constelações mudam com o tempo?

Na escala de uma vida humana, não. Mas ao longo de dezenas de milhares de anos, o movimento próprio das estrelas modifica lentamente as figuras. A Ursa Maior, por exemplo, terá uma forma sensivelmente diferente daqui a 100.000 anos, porque as suas estrelas não estão à mesma distância e se deslocam em direções diferentes.

Posso ter uma constelação ou o céu de uma data específica em um mapa?

Sim. Você pode criar um mapa do céu personalizado que mostra as constelações e as estrelas reais visíveis em uma data e um local escolhidos. Trata-se de astronomia de verdade, baseada em um catálogo real de 8.921 estrelas, e não de astrologia, horóscopo ou qualquer tipo de previsão.

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Théo

Fundador e engenheiro de software

Théo é o fundador da OwnStarMap e mantém seu mecanismo de renderização. Ele documenta como o software transforma data, hora e local em um mapa estelar comemorativo, incluindo as fontes de dados, os testes e os limites do cálculo.

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