O que é uma constelação?
Quando falamos de constelações, pensamos naturalmente nas figuras traçadas entre as estrelas: o caçador Órion, a grande concha do Carro, o W de Cassiopeia. Mas para os astrônomos, uma constelação não designa um desenho — é uma região do céu, um território celeste com fronteiras precisas.
Foi a União Astronômica Internacional (UAI) que colocou ordem no céu. Em 1922, fixou a lista oficial em 88 constelações. Em 1928, o astrônomo belga Eugène Delporte traçou as suas fronteiras definitivas, recortando a esfera celeste em 88 parcelas contíguas que cobrem a totalidade do céu, sem sobreposição nem vazio. Cada estrela, cada galáxia, cada nebulosa pertence a uma constelação e a uma só.
Esse sistema moderno se baseia em uma herança antiga. Quarenta e oito constelações remontam a Ptolemeu, que as catalogou no seu Almagesto no século II. As quarenta restantes foram acrescentadas por astrônomos modernos entre os séculos XVI e XVIII, principalmente para preencher as zonas do céu austral que os gregos não podiam observar a partir do Mediterrâneo.
Alguns marcos para compreender a escala:
- 88 constelações cobrem a totalidade da esfera celeste
- A maior: Hidra (Hydra), a serpente marinha — 1 303 graus quadrados. É tão vasta que leva mais de 6 horas para atravessar o céu de leste a oeste
- A menor: o Cruzeiro do Sul (Crux) — apenas 68 graus quadrados, mas é uma das mais reconhecíveis do hemisfério sul e figura na bandeira do Brasil
- A estrela mais brilhante do céu não se encontra em uma constelação espetacular: Sírio brilha no Cão Maior (Canis Major)
É preciso também distinguir as constelações dos asterismos. O Grande Carro, por exemplo, não é uma constelação: é um asterismo — uma figura reconhecível formada por parte das estrelas da Ursa Maior. Da mesma forma, o Triângulo de Verão liga estrelas de três constelações diferentes (Lira, Cisne, Águia). E no Brasil, As Três Marias são o asterismo mais popular — na verdade, são o Cinturão de Órion.
As constelações por estação
O céu noturno muda ao longo dos meses. À medida que a Terra prossegue a sua órbita ao redor do Sol, diferentes regiões do céu se revelam após o pôr do sol. Como o Brasil está no hemisfério sul, as estações são invertidas em relação ao hemisfério norte. Abaixo, apresentamos as constelações por estação conforme vistas do hemisfério sul (latitude ~23°S, típica de São Paulo ou Rio de Janeiro).
Constelações do outono brasileiro (março-maio)
O céu de outono no Brasil mostra as constelações que na Europa são associadas à primavera. Um trio de estrelas brilhantes domina: Arcturo (Boieiro), Espiga (Virgem) e Denébola (Leão).
- Leão (Leo) — A Foice, um ponto de interrogação invertido, desenha a juba do leão. Régulo, a sua estrela mais brilhante, significa "pequeno rei". Constelação do zodíaco, o Leão culmina alto no céu em abril.
- Virgem (Virgo) — A segunda maior constelação do céu, a Virgem abriga Espiga, uma estrela azul-branca, e o aglomerado de galáxias da Virgem. Constelação do zodíaco, visível de abril a junho.
- Boieiro (Boötes) — Reconhecível pela sua forma de pipa, o Boieiro brilha graças a Arcturo, a quarta estrela mais brilhante do céu. Para encontrá-la: prolongue o arco do cabo da Ursa Maior.
- Corvo (Corvus) — Quatro estrelas formando um pequeno quadrilátero ao sul da Virgem. Discreto mas elegante, o Corvo é fácil de identificar uma vez que se conhece a sua forma.
- Cruzeiro do Sul (Crux) — A constelação mais emblemática do céu brasileiro. Suas quatro estrelas em formato de cruz apontam para o polo Sul celeste. Presente na bandeira do Brasil, é visível durante a maior parte do ano.
Constelações do inverno brasileiro (junho-agosto)
O inverno brasileiro traz o coração da Via Láctea, que atravessa o céu de Sagitário ao Cisne. É a época do ano em que o centro galáctico fica mais visível.
- Escorpião (Scorpius) — Uma das raras constelações que se parece com o que representa. A sua longa curva em J termina com um ferrão em gancho, e no seu centro arde Antares, uma supergigante vermelha rival de Marte. Passa alto pelo céu brasileiro, sendo uma das constelações mais impressionantes vistas daqui. Constelação do zodíaco.
- Sagitário (Sagittarius) — Procure a Cafeteira: esse asterismo aponta para o centro da Via Láctea. A região mais rica em estrelas, nebulosas e aglomerados de todo o céu. Do Brasil, Sagitário passa praticamente pelo zênite. Constelação do zodíaco.
- Lira (Lyra) — Pequena mas dominada por Vega, a quinta estrela mais brilhante do céu. A lira de Orfeu, cuja música encantava até os deuses.
- Cisne (Cygnus) — As suas asas abertas atravessam a Via Láctea. O asterismo da Cruz do Norte é um dos mais elegantes do céu. Deneb, na cauda do cisne, é uma supergigante 200 000 vezes mais luminosa do que o Sol.
- Centauro (Centaurus) — Abriga Alfa do Centauro, o sistema estelar mais próximo do Sol (4,37 anos-luz). Constelação circumpolar do hemisfério sul, é uma das joias do céu brasileiro.
Constelações da primavera brasileira (setembro-novembro)
A primavera no Brasil é o palco de um drama mitológico completo: Cassiopeia, Cefeu, Andrômeda, Perseu e Baleia estão todos ligados pela mesma história.
- Pégaso (Pegasus) — O Grande Quadrado de Pégaso é o ponto de partida para navegar no céu dessa estação. Quatro estrelas formando um quadrilátero bem visível.
- Andrômeda (Andromeda) — Parta do canto nordeste do Grande Quadrado e siga as estrelas. A meio caminho, uma mancha difusa: é a galáxia de Andrômeda (M31), o objeto mais distante visível a olho nu — 2,5 milhões de anos-luz.
- Fênix (Phoenix) — Constelação do hemisfério sul, visível no céu brasileiro durante a primavera, ao sul de Peixes.
- Grou (Grus) — Outra constelação austral, facilmente visível do Brasil, com a brilhante estrela Alnair.
- Peixes (Pisces) — Estrelas discretas formando um V cuja ponta marca o "nó" que liga os dois peixes mitológicos. Constelação do zodíaco, visível na primavera entre Pégaso e o Carneiro.
Constelações do verão brasileiro (dezembro-fevereiro)
O verão brasileiro traz o céu mais espetacular do ano. O hexágono de inverno (nome do hemisfério norte) liga seis estrelas de primeira magnitude: Sírio (Cão Maior), Rigel (Órion), Aldebarã (Touro), Capella (Cocheiro), Pólux (Gêmeos) e Procion (Cão Menor).
- Órion (Orion) — O rei do céu de verão brasileiro. As três estrelas do cinturão — as famosas Três Marias — Betelgeuse e Rigel: Órion é a constelação mais reconhecível do mundo. Aparece invertido no hemisfério sul. Para saber mais, confira as nossas histórias das constelações.
- Touro (Taurus) — Aldebarã, o olho alaranjado do touro, e dois aglomerados lendários: as Plêiades (as Sete Irmãs) e as Híades. Constelação do zodíaco.
- Gêmeos (Gemini) — Castor e Pólux, as cabeças dos gêmeos, brilham lado a lado a nordeste de Órion. Constelação do zodíaco.
- Cão Maior (Canis Major) — Sírio, a estrela mais brilhante do céu noturno, brilha ali como um diamante. Do Brasil, Sírio passa bem alto no céu, oferecendo condições de observação privilegiadas.
- Quilha (Carina) — Canopo, a segunda estrela mais brilhante do céu, é facilmente visível do Brasil durante o verão. Antiga parte do navio Argo.
As constelações por hemisfério
Constelações circumpolares do hemisfério sul
As constelações circumpolares nunca se põem abaixo do horizonte. A partir de latitudes brasileiras (latitude ~23°S), diversas constelações austrais são visíveis o ano inteiro:
- Cruzeiro do Sul (Crux) — A menor das 88 constelações, mas uma das mais célebres. Quatro estrelas formando uma cruz, marco tradicional para encontrar o polo Sul celeste. Figura na bandeira do Brasil, da Austrália, da Nova Zelândia e da Papua-Nova Guiné.
- Centauro (Centaurus) — Abriga Alfa do Centauro, o sistema estelar mais próximo do Sol (4,37 anos-luz). A terceira estrela mais brilhante do céu.
- Quilha (Carina) — Canopo, a sua vedete, é a segunda estrela mais brilhante do céu. Antiga parte do navio Argo.
- Vela (Vela) — As velas do navio Argo, ao lado da Quilha e da Popa.
- Mosca (Musca) — Pequena constelação logo abaixo do Cruzeiro do Sul, fácil de identificar pela proximidade.
Constelações circumpolares do hemisfério norte
A partir do hemisfério norte (latitude ~48°N), cinco constelações maiores são visíveis o ano inteiro. Do Brasil, muitas dessas constelações ficam baixas no horizonte ou são invisíveis:
- Ursa Maior (Ursa Major) — O Grande Carro é o asterismo mais conhecido do hemisfério norte. Visível parcialmente do Brasil apenas nas latitudes mais ao norte.
- Ursa Menor (Ursa Minor) — Polaris, a estrela polar, marca a extremidade da sua cauda. Invisível a partir da maior parte do território brasileiro.
- Cassiopeia (Cassiopeia) — O W luminoso. Visível do norte do Brasil, especialmente de cidades como Belém e Manaus.
- Cefeu (Cepheus) — A forma de uma casa, entre Cassiopeia e o Dragão. Discreto e difícil de ver do Brasil.
- Dragão (Draco) — Uma longa serpente que se enrola entre as duas Ursas. Parcialmente visível do Brasil.
Constelações equatoriais
Algumas constelações cavalgam o equador celeste e são visíveis a partir de ambos os hemisférios:
- Órion — O caçador é universal: visível de quase todos os pontos da Terra, referência comum das civilizações do norte e do sul. As Três Marias são o ponto de referência mais popular do céu brasileiro.
- Águia (Aquila) — No coração da Via Láctea, visível tanto de Paris como de São Paulo.
- Serpente (Serpens) — A única constelação em duas partes (Cabeça e Cauda), separadas por Ofiúco.
Tabela completa das 88 constelações
Eis a lista exaustiva das 88 constelações reconhecidas pela UAI, ordenadas alfabeticamente pelo nome latino. Esta tabela constitui a referência mais completa em língua portuguesa.
| Nome latino | Nome em português | Abr. | Hem. | Melhor mês | Estrela mais brilhante | Superfície (graus2) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Andromeda | Andrômeda | And | N | Novembro | Alpheratz (a) | 722 |
| Antlia | Máquina Pneumática | Ant | S | Abril | a Antliae | 239 |
| Apus | Ave-do-paraíso | Aps | S | Julho | a Apodis | 206 |
| Aquarius | Aquário | Aqr | Eq | Outubro | Sadalsuud (b) | 980 |
| Aquila | Águia | Aql | Eq | Agosto | Altair (a) | 652 |
| Ara | Altar | Ara | S | Julho | b Arae | 237 |
| Aries | Carneiro | Ari | N | Dezembro | Hamal (a) | 441 |
| Auriga | Cocheiro | Aur | N | Fevereiro | Capella (a) | 657 |
| Boötes | Boieiro | Boo | N | Junho | Arcturo (a) | 907 |
| Caelum | Buril | Cae | S | Janeiro | a Caeli | 125 |
| Camelopardalis | Girafa | Cam | N | Fevereiro | b Camelopardalis | 757 |
| Cancer | Caranguejo | Cnc | N | Março | Al Tarf (b) | 506 |
| Canes Venatici | Cães de Caça | CVn | N | Maio | Cor Caroli (a) | 465 |
| Canis Major | Cão Maior | CMa | S | Fevereiro | Sírio (a) | 380 |
| Canis Minor | Cão Menor | CMi | N | Março | Procion (a) | 183 |
| Capricornus | Capricórnio | Cap | S | Setembro | Deneb Algedi (d) | 414 |
| Carina | Quilha | Car | S | Março | Canopo (a) | 494 |
| Cassiopeia | Cassiopeia | Cas | N | Novembro | Schedar (a) | 598 |
| Centaurus | Centauro | Cen | S | Maio | Alfa do Centauro (a) | 1 060 |
| Cepheus | Cefeu | Cep | N | Outubro | Alderamin (a) | 588 |
| Cetus | Baleia | Cet | Eq | Novembro | Diphda (b) | 1 231 |
| Chamaeleon | Camaleão | Cha | S | Abril | a Chamaeleontis | 132 |
| Circinus | Compasso | Cir | S | Junho | a Circini | 93 |
| Columba | Pomba | Col | S | Fevereiro | Phact (a) | 270 |
| Coma Berenices | Cabeleira de Berenice | Com | N | Maio | b Comae Berenices | 386 |
| Corona Australis | Coroa Austral | CrA | S | Agosto | a Coronae Australis | 128 |
| Corona Borealis | Coroa Boreal | CrB | N | Junho | Alphecca (a) | 179 |
| Corvus | Corvo | Crv | S | Maio | Gienah (g) | 184 |
| Crater | Taça | Crt | S | Abril | Labrum (d) | 282 |
| Crux | Cruzeiro do Sul | Cru | S | Maio | Acrux (a) | 68 |
| Cygnus | Cisne | Cyg | N | Setembro | Deneb (a) | 804 |
| Delphinus | Golfinho | Del | N | Setembro | Rotanev (b) | 189 |
| Dorado | Dourado | Dor | S | Janeiro | a Doradus | 179 |
| Draco | Dragão | Dra | N | Julho | Etamin (g) | 1 083 |
| Equuleus | Cavalinho | Equ | N | Setembro | Kitalpha (a) | 72 |
| Eridanus | Erídano | Eri | S | Janeiro | Achernar (a) | 1 138 |
| Fornax | Forno | For | S | Dezembro | a Fornacis | 398 |
| Gemini | Gêmeos | Gem | N | Fevereiro | Pólux (b) | 514 |
| Grus | Grou | Gru | S | Outubro | Alnair (a) | 366 |
| Hercules | Hércules | Her | N | Julho | Kornephoros (b) | 1 225 |
| Horologium | Relógio | Hor | S | Dezembro | a Horologii | 249 |
| Hydra | Hidra | Hya | Eq | Abril | Alphard (a) | 1 303 |
| Hydrus | Hidra Macho | Hyi | S | Dezembro | b Hydri | 243 |
| Indus | Índio | Ind | S | Setembro | a Indi | 294 |
| Lacerta | Lagarto | Lac | N | Outubro | a Lacertae | 201 |
| Leo | Leão | Leo | N | Abril | Régulo (a) | 947 |
| Leo Minor | Leão Menor | LMi | N | Abril | Praecipua (46 LMi) | 232 |
| Lepus | Lebre | Lep | S | Janeiro | Arneb (a) | 290 |
| Libra | Balança | Lib | S | Junho | Zubeneschamali (b) | 538 |
| Lupus | Lobo | Lup | S | Junho | a Lupi | 334 |
| Lynx | Lince | Lyn | N | Março | a Lyncis | 545 |
| Lyra | Lira | Lyr | N | Agosto | Vega (a) | 286 |
| Mensa | Mesa | Men | S | Janeiro | a Mensae | 153 |
| Microscopium | Microscópio | Mic | S | Setembro | g Microscopii | 210 |
| Monoceros | Unicórnio | Mon | Eq | Fevereiro | b Monocerotis | 482 |
| Musca | Mosca | Mus | S | Maio | a Muscae | 138 |
| Norma | Régua | Nor | S | Julho | g2 Normae | 165 |
| Octans | Octante | Oct | S | Outubro | n Octantis | 291 |
| Ophiuchus | Ofiúco | Oph | Eq | Julho | Rasalhague (a) | 948 |
| Orion | Órion | Ori | Eq | Janeiro | Rigel (b) | 594 |
| Pavo | Pavão | Pav | S | Agosto | Peacock (a) | 378 |
| Pegasus | Pégaso | Peg | N | Outubro | Enif (e) | 1 121 |
| Perseus | Perseu | Per | N | Dezembro | Mirfak (a) | 615 |
| Phoenix | Fênix | Phe | S | Novembro | Ankaa (a) | 469 |
| Pictor | Cavalete do Pintor | Pic | S | Janeiro | a Pictoris | 247 |
| Pisces | Peixes | Psc | N | Novembro | Alpherg (h) | 889 |
| Piscis Austrinus | Peixe Austral | PsA | S | Outubro | Fomalhaut (a) | 245 |
| Puppis | Popa | Pup | S | Fevereiro | Naos (z) | 673 |
| Pyxis | Bússola | Pyx | S | Março | a Pyxidis | 221 |
| Reticulum | Retículo | Ret | S | Janeiro | a Reticuli | 114 |
| Sagitta | Flecha | Sge | N | Agosto | g Sagittae | 80 |
| Sagittarius | Sagitário | Sgr | S | Agosto | Kaus Australis (e) | 867 |
| Scorpius | Escorpião | Sco | S | Julho | Antares (a) | 497 |
| Sculptor | Escultor | Scl | S | Novembro | a Sculptoris | 475 |
| Scutum | Escudo de Sobieski | Sct | S | Agosto | a Scuti | 109 |
| Serpens | Serpente | Ser | Eq | Junho | Unukalhai (a) | 637 |
| Sextans | Sextante | Sex | Eq | Abril | a Sextantis | 314 |
| Taurus | Touro | Tau | N | Janeiro | Aldebarã (a) | 797 |
| Telescopium | Telescópio | Tel | S | Agosto | a Telescopii | 252 |
| Triangulum | Triângulo | Tri | N | Dezembro | b Trianguli | 132 |
| Triangulum Australe | Triângulo Austral | TrA | S | Julho | Atria (a) | 110 |
| Tucana | Tucano | Tuc | S | Novembro | a Tucanae | 295 |
| Ursa Major | Ursa Maior | UMa | N | Abril | Alioth (e) | 1 280 |
| Ursa Minor | Ursa Menor | UMi | N | Junho | Polaris (a) | 256 |
| Vela | Vela | Vel | S | Março | g2 Velorum | 500 |
| Virgo | Virgem | Vir | Eq | Maio | Espiga (a) | 1 294 |
| Volans | Peixe Voador | Vol | S | Março | b Volantis | 141 |
| Vulpecula | Raposinha | Vul | N | Setembro | Anser (a) | 268 |
As 10 constelações mais fáceis de encontrar no Brasil
Está começando na observação do céu? Veja as dez constelações que você identificará logo na sua primeira noite, sem qualquer equipamento. A lista é adaptada para o céu brasileiro.
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Órion — As três estrelas alinhadas do cinturão — As Três Marias — são o marco mais universal do céu noturno. Visível de junho a fevereiro no Brasil. Aparece invertido: Rigel em cima, Betelgeuse embaixo.
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Cruzeiro do Sul (Crux) — A constelação mais famosa do hemisfério sul e símbolo do Brasil. Quatro estrelas em forma de cruz, visíveis a maior parte do ano. Use o Cruzeiro para encontrar o polo Sul celeste.
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Escorpião (Scorpius) — A curva em J com Antares, vermelha como sangue, ao centro. Passa alto pelo céu brasileiro no inverno. Uma das raras figuras que realmente se parece com o seu nome. Constelação do zodíaco.
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Centauro (Centaurus) — Duas estrelas brilhantíssimas (Alfa e Beta do Centauro) apontam diretamente para o Cruzeiro do Sul. Visível a maior parte do ano no Brasil.
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Cão Maior (Canis Major) — Siga o cinturão de Órion para baixo (ou para cima, visto do hemisfério sul): Sírio, a estrela mais brilhante do céu noturno, salta aos olhos. Nenhuma confusão possível.
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Cisne (Cygnus) — A Cruz do Norte, desdobrada na Via Láctea. Deneb, na sua cauda, é um dos vértices do Triângulo de Verão do hemisfério norte.
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Leão (Leo) — A Foice (ponto de interrogação invertido) é um asterismo distintivo. Procure-o no outono brasileiro, alto no céu. Constelação do zodíaco.
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Touro (Taurus) — Aldebarã, o olho alaranjado, e o aglomerado das Plêiades ao lado. Prolongue o cinturão de Órion para encontrá-lo. Constelação do zodíaco.
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Gêmeos (Gemini) — Castor e Pólux, duas estrelas brilhantes lado a lado a nordeste de Órion. Fáceis de identificar no verão brasileiro. Constelação do zodíaco.
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Sagitário (Sagittarius) — A Cafeteira aponta para o centro da Via Láctea. No inverno brasileiro, Sagitário passa praticamente pelo zênite, oferecendo a melhor vista possível do centro galáctico. Constelação do zodíaco.
Como as constelações aparecem no seu mapa estelar
Quando você cria um mapa estelar personalizado OwnStarMap, o algoritmo calcula a posição exata de cada uma das 88 constelações da UAI para a sua data, o seu horário e o seu local. As 8 921 estrelas do catálogo HYG v4.2 (todas as visíveis a olho nu, até magnitude 6,5) são projetadas no seu mapa, e as linhas de segmentos — os pares de estrelas que desenham cada figura — são traçadas automaticamente.
O resultado depende inteiramente do seu momento:
- Um casamento no verão em São Paulo — Órion invertido reina alto no céu, ladeado por Sírio e As Três Marias. O Cruzeiro do Sul brilha ao sul e a Via Láctea se estende por todo o horizonte.
- Um nascimento no inverno em Belo Horizonte — O Escorpião traça a sua curva imponente pelo zênite, Sagitário aponta para o centro galáctico e o Cruzeiro do Sul vigia ao sul.
- Um encontro na primavera no Rio — O Grande Quadrado de Pégaso se ergue a norte, a Fênix brilha ao sul, e Fomalhaut cintila solitária no Peixe Austral.
Você pode ativar ou desativar as linhas e os nomes das constelações na ferramenta de criação. Cada mapa conta uma história diferente — a sua, escrita nas estrelas.
Crie o seu mapa estelar e descubra que constelações brilhavam no seu céu.
Perguntas frequentes
Existem mais de 88 constelações?
Oficialmente, não. A UAI fixou a lista em 88 em 1922 e ela não mudou desde então. Mas o céu é rico em figuras não oficiais. Os asterismos — como o Grande Carro, o Triângulo de Verão ou a Cafeteira de Sagitário — são padrões reconhecíveis que não são constelações de pleno direito. Além disso, dezenas de culturas pelo mundo têm as suas próprias constelações: a Emu no Céu dos Aborígenes australianos, os palácios celestes da tradição chinesa, as figuras árabes que nos legaram tantos nomes de estrelas (Betelgeuse, Aldebarã, Altair...) e as constelações indígenas brasileiras, como a da Ema e do Homem Velho dos Guarani.
Dá para ver as 88 constelações a partir de um único local?
Não. A esfera celeste está dividida entre os dois hemisférios, e a latitude de um observador determina quais constelações são visíveis. A partir de São Paulo (23°S), você pode teoricamente observar cerca de 70 constelações ao longo do ano — mais do que a partir de Paris, por exemplo, graças à proximidade do equador. Mas as constelações circumpolares norte (Ursa Menor, partes do Dragão...) permanecem abaixo do horizonte. Para ver as 88, seria preciso viajar da Escandinávia à Austrália.
Qual é a maior constelação? E a menor?
A maior é a Hidra (Hydra), com 1 303 graus quadrados — ocupa cerca de 3,16% da esfera celeste e se estende por mais de um quarto do céu visível. A menor é o Cruzeiro do Sul (Crux), com apenas 68 graus quadrados, ou seja, 19 vezes menos do que a Hidra. Apesar do seu tamanho modesto, o Cruzeiro do Sul é uma das constelações mais reconhecíveis e figura nas bandeiras da Austrália, do Brasil, da Nova Zelândia e da Papua-Nova Guiné.
Por que as constelações não se parecem com o seu nome?
A maioria das constelações não se parece com o que representa — e é normal. As figuras foram imaginadas por civilizações que viam nas estrelas suportes para os seus mitos, não desenhos realistas. O Leão não se parece com um leão, Hércules não se parece com um herói. São regiões do céu às quais se associou um nome e uma história. Os asterismos (o Grande Carro, o Triângulo de Verão, As Três Marias) são frequentemente mais evocativos visualmente do que as constelações completas.
As constelações mudam com o tempo?
Na escala de uma vida humana, não. Mas ao longo de dezenas de milhares de anos, o movimento próprio das estrelas modifica lentamente as figuras. A Ursa Maior, por exemplo, terá uma forma sensivelmente diferente daqui a 100 000 anos. As estrelas que a compõem não estão todas à mesma distância de nós e se deslocam em direções diferentes.
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