Calendário das luas cheias 2026
Todos os meses, a Lua completa o seu ciclo e nos oferece algumas noites de luz prateada. Em 2026, doze luas cheias marcarão o ritmo do ano, cada uma com um nome herdado de tradições seculares. Veja o calendário completo.
| Data | Hora (UTC) | Nome tradicional | Constelação |
|---|---|---|---|
| 13 de janeiro | 22h27 | Lua do Lobo | Caranguejo |
| 12 de fevereiro | 13h53 | Lua de Neve | Leão |
| 14 de março | 06h55 | Lua da Minhoca | Virgem |
| 12 de abril | 23h22 | Lua Rosa | Virgem/Balança |
| 12 de maio | 16h56 | Lua das Flores | Escorpião |
| 11 de junho | 07h44 | Lua dos Morangos | Sagitário |
| 10 de julho | 20h37 | Lua do Cervo | Sagitário/Capricórnio |
| 9 de agosto | 07h55 | Lua do Esturjão | Capricórnio/Aquário |
| 7 de setembro | 18h09 | Lua das Colheitas | Peixes |
| 7 de outubro | 03h05 | Lua do Caçador | Peixes/Carneiro |
| 5 de novembro | 13h19 | Lua do Castor | Touro |
| 4 de dezembro | 23h21 | Lua Fria | Gêmeos |
A próxima lua cheia é a 14 de março de 2026 — a Lua da Minhoca. Iluminará a constelação da Virgem nas primeiras horas da madrugada, marcando o fim do inverno no hemisfério norte e a chegada iminente da primavera.
Os horários estão em UTC. Para o horário de Brasília (BRT, UTC-3), subtraia 3 horas. Durante o horário de verão (BRST, UTC-2), subtraia 2 horas. Exemplo: a Lua da Minhoca de 14 de março às 06h55 UTC corresponde a 03h55 BRT.
Os nomes das luas cheias e a sua origem
Os nomes tradicionais das luas cheias vêm principalmente dos povos indígenas da América do Norte — Algonquinos, Ojibwés, Dakotas — e foram adotados pelos colonizadores europeus e depois popularizados pelo Farmer's Almanac. Cada nome reflete os ritmos da natureza e as atividades humanas próprias de cada estação.
Janeiro — Lua do Lobo (Wolf Moon)
No coração do inverno, os lobos uivavam na noite glacial ao redor dos acampamentos. O seu canto ressoava mais forte no silêncio das noites mais longas do ano. É também chamada Lua de Gelo ou Lua Depois de Yule nas tradições celtas.
Fevereiro — Lua de Neve (Snow Moon)
Fevereiro é tradicionalmente o mês das nevadas mais abundantes na América do Norte. O manto branco cobre tudo e as noites são ainda longas e frias. Os Cherokees a chamavam de Lua dos Ossos, pois as reservas de comida eram tão escassas que era preciso roer os ossos para se alimentar.
Março — Lua da Minhoca (Worm Moon)
Quando o solo descongela finalmente, as minhocas sobem à superfície, deixando pequenos rastros sinuosos na lama. É o primeiro sinal tangível da renovação primaveril. Também é chamada Lua da Seiva, porque as bétulas começam a escorrer, ou Lua do Corvo, porque os seus grasnados anunciam o fim do inverno.
Abril — Lua Rosa (Pink Moon)
Esse nome não vem da cor da Lua, mas do flox-rastejante (Phlox subulata), uma flor silvestre rosa que cobre os campos norte-americanos no início da primavera. É uma das primeiras florescências do ano. Também é chamada Lua da Relva Germinante ou Lua do Ovo.
Maio — Lua das Flores (Flower Moon)
Maio é a explosão floral. Os campos, os jardins e as bordas das florestas se cobrem de cores. Essa lua cheia celebra a abundância reencontrada após os meses de dormência. Os Dakotas a chamavam de Lua das Sementes, sinal de que o tempo de plantar havia chegado.
Junho — Lua dos Morangos (Strawberry Moon)
Os morangos silvestres amadurecem em junho na América do Norte, e os povos algonquinos associavam essa lua cheia ao momento da colheita desses pequenos frutos vermelhos. Na Europa, é por vezes chamada Lua de Mel (Honey Moon) — daí a expressão inglesa honeymoon para a lua de mel dos recém-casados, pois junho era o mês dos casamentos.
Julho — Lua do Cervo (Buck Moon)
É nessa época que os cervos machos veem as suas novas galhadas cobertas de veludo começarem a crescer. Essa lua cheia marca o meio do verão. Também é chamada Lua do Trovão, pois as tempestades de verão são frequentes em julho.
Agosto — Lua do Esturjão (Sturgeon Moon)
As tribos dos Grandes Lagos sabiam que agosto era o mês em que os esturjões, esses peixes pré-históricos, eram mais fáceis de pescar. Essa lua cheia anuncia igualmente as primeiras colheitas de cereais — daí o seu outro nome, Lua do Grão.
Setembro — Lua das Colheitas (Harvest Moon)
A mais célebre de todas. A Lua das Colheitas é a lua cheia mais próxima do equinócio de outono. A sua particularidade: nasce quase no mesmo horário durante várias noites consecutivas, oferecendo aos agricultores uma iluminação natural prolongada para recolher as colheitas antes das geadas.
Outubro — Lua do Caçador (Hunter's Moon)
Depois das colheitas, os campos desnudados deixam ver a caça que ali se aventura. É o momento ideal para caçar antes do inverno. Assim como a Lua das Colheitas, a Lua do Caçador nasce cedo ao anoitecer, prolongando a luz para perseguir a caça.
Novembro — Lua do Castor (Beaver Moon)
Novembro era o momento de colocar as armadilhas para castores antes de os rios congelarem, garantindo uma reserva de peles quentes para o inverno. Os castores, por sua vez, também se ativam para terminar as suas represas e formar as suas reservas de alimento. Também é chamada Lua da Geada.
Dezembro — Lua Fria (Cold Moon)
As noites são as mais longas, o frio se instala de forma duradoura. Essa última lua cheia do ano marca a entrada na estação mais rigorosa. Os Mohawks a chamavam de Lua das Longas Noites, um nome que fala por si quando a noite cai antes das 17 horas.
Eventos lunares notáveis em 2026
Além das doze luas cheias, o ano de 2026 reserva alguns encontros astronômicos notáveis.
Eclipse lunar total — 3 de março de 2026
O evento lunar principal de 2026 é o eclipse lunar total de 3 de março. A Lua atravessará a sombra da Terra e assumirá uma tonalidade acobreada — o famoso fenômeno da "Lua de sangue". Esse eclipse será visível a partir da Europa, África e grande parte da Ásia e das Américas — incluindo todo o Brasil. A totalidade durará cerca de 58 minutos, oferecendo um espetáculo impressionante a olho nu. Para os observadores brasileiros, o eclipse será visível durante a noite, em horário bem confortável.
Eclipse lunar parcial — 28 de agosto de 2026
Em 28 de agosto, um eclipse lunar parcial será observável. Apenas uma parte do disco lunar entrará na sombra terrestre, criando um jogo de sombras fascinante para acompanhar com binóculos.
Superluas
Uma superlua ocorre quando a lua cheia coincide com o perigeu — o ponto da órbita lunar mais próximo da Terra. A Lua aparece então até 14% maior e 30% mais brilhante do que durante uma microlua (lua cheia no apogeu). Em 2026, as luas cheias de setembro, outubro e novembro serão superluas, sendo a Lua do Caçador de outubro a mais impressionante do ano.
Microlua
Inversamente, a lua cheia de março será uma microlua, encontrando-se a Lua perto do seu apogeu. A diferença é sutil a olho nu, mas um observador atento poderá notar um disco ligeiramente menor em comparação com as superluas de outono.
Lua e observação das estrelas
A lua cheia é um espetáculo magnífico, mas não é amiga dos astrônomos amadores. Quando a Lua brilha em plena potência, a sua luminosidade ofusca as estrelas mais tênues e reduz consideravelmente o contraste do céu noturno. É o que se chama poluição luminosa natural.
Quando observar as estrelas?
Para uma observação ótima das estrelas e das constelações, prefira as noites de lua nova — quando o disco lunar é invisível. Você ganha em visibilidade nas estrelas mais discretas, na Via Láctea e nos objetos de céu profundo como as nebulosas e os aglomerados de estrelas.
Em 2026, as luas novas caem aproximadamente duas semanas depois de cada lua cheia:
- 29 de janeiro, 27 de fevereiro, 29 de março, 27 de abril, 27 de maio, 25 de junho, 25 de julho, 23 de agosto, 21 de setembro, 21 de outubro, 19 de novembro, 20 de dezembro
O seu mapa estelar, independente da Lua
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Isso significa que cada noite da sua vida é mapeável. O céu do seu nascimento, do seu casamento, do nascimento do seu filho — as estrelas estavam lá, quer estivesse nublado, chovendo, ou que a lua cheia as eclipsasse.
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Perguntas frequentes
Com que frequência acontece uma lua cheia?
O ciclo lunar (ou lunação) dura em média 29,53 dias — é o tempo entre duas luas cheias consecutivas. Isso dá 12 luas cheias por ano na maioria dos anos e, ocasionalmente, 13 quando uma "lua azul" (segunda lua cheia no mesmo mês calendário) se encaixa no calendário. Em 2026, não há lua azul.
O que é uma superlua?
Uma superlua designa uma lua cheia que ocorre quando a Lua se encontra a menos de 90% da sua distância mínima à Terra (o perigeu). Aparece então ligeiramente maior e mais brilhante no céu. O termo foi introduzido pelo astrólogo Richard Nolle em 1979 e não é uma definição científica oficial, mas é hoje amplamente utilizado por astrônomos e meios de comunicação.
Dá para ver mais estrelas na lua nova?
Com certeza. Na ausência de luz lunar, as estrelas mais tênues se tornam visíveis e a Via Láctea aparece em todo o seu esplendor a partir de um local escuro. A diferença entre um céu de lua cheia e um céu de lua nova é espetacular — você pode ver até dez vezes mais estrelas.
Por que as luas cheias têm nomes?
Dar nomes às luas cheias era uma forma de medir o tempo antes da invenção dos calendários modernos. Os povos indígenas da América do Norte associavam cada lua cheia aos eventos naturais do mês — a florescência, a colheita, a geada, a caça. Esses nomes foram transmitidos oralmente durante séculos e depois registrados pelos almanaques coloniais. Permanecem hoje uma forma poética e viva de nos reconectarmos com os ritmos da natureza.
A lua cheia tem efeito sobre o sono?
Vários estudos científicos, incluindo um publicado na Current Biology em 2013, sugerem que o sono pode ser ligeiramente perturbado em torno da lua cheia — com um tempo maior para adormecer e uma duração de sono reduzida em alguns minutos. Os mecanismos exatos continuam sendo debatidos, mas a luminosidade acrescida e eventuais ritmos biológicos herdados podem ter um papel.
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